Parece óbvio. Mas é exatamente isso que o modelo regulatório ambiental brasileiro faz todos os dias: pune, embarga, derruba e comemora.
Enquanto isso, o ecossistema continua degradado, o entulho se acumula e nenhuma muda brota das ruínas.

O Brasil é o maior exportador de soja, carne, café e suco de laranja do planeta. Mas opera com capacidade para armazenar pouco mais de 60% da sua própria safra de grãos. Mais de 130 milhões de toneladas de déficit. Grão apodrecendo na estrada é água, solo e energia jogados fora, desperdício ambiental em escala industrial, travestido de problema logístico.

A solução técnica existe. O capital existe. O que falta é licença.

No artigo que publico hoje, apresento a Teoria do Ganho Ambiental (TGA), um framework que propõe uma mudança simples e radical: em vez de perguntar “quantos carimbos faltam?”, o sistema deveria perguntar “qual é o ganho ambiental real e mensurável desta ação?”

Não é tese de flexibilização. É redirecionamento de rigor, do papel para o resultado.